amarras

nós fazemos complicados nós

que se desatam ao menor desatino

e as cordas pendentes que somos nós

pendem ausentes buscando um destino

que bom se fossem as amarras

a única razão da nossa desventura

por certo as faríamos melhores

e nos pouparíamos de tanta procura

mas os nós são somente as paradas

das nossas estadas nos portos

o mar é grande, de vastas águas

se não zarparmos, estamos mortos

EG

Edimo Ginot
Enviado por Edimo Ginot em 15/12/2015
Código do texto: T5480754
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