MEU AMOR QUE NÃO TE ESQUECE
J.B.Xavier

MY LOVE DOES NOT FORGET YOU
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Foste em mim talvez o sonho mais sagrado
E de mim foste também minha alegria,
E se foste este meu sonho inviolado
Foste em mim uma sublime idolatria!

Quando um dia o pó do tempo dispersar
Revelando assim meu livro do passado
Numa página qualquer há de mostrar
O teu nome tantas vezes sublinhado...

Foste em mim talvez o centro do Universo
A verdade mentirosa que redime,
Foste encanto para o colo do meu verso
A mentira mais solene e mais sublime.

Foste luz iluminando minha estrada,
A mais triste destas minhas alegrias,
A mais negra escuridão ensolarada,
Foste auroras nos ocasos dos meus dias...

Quando um dia algum amante folhear
Os poemas que por ti tanto compus
Um capítulo por certo há de encontrar,
Em que tudo, por teu nome se reduz...

Foste a festa mais alegre na tristeza
Que deixaste quando um dia tu partiste,
Foste a pompa que adornou a singeleza,
O real que agora sei que não existe...

Foste a reza que clamou pelo profano
O profano que o tempo santificou,
Santidade da certeza de um engano,
Foste engano que a verdade disfarçou.

Foste vida num cenário de agonias,
Foste morte que uma vida despertou
Foste a noite no mais claro dos meus dias
Foste o sol que minha noite iluminou.

Foste o sonho da mais linda realidade,
A clausura e a liberdade de sonhar,
A ferida mais bendita, e uma saudade
Que prá sempre em minha vida há de sangrar...

Foste o ruído silencioso no clamor,
Foste tímida ousadia, e hoje sei
Foste mais que uma passagem, foste amor
Foste a lenda que prá sempre eu amarei...

* * *
 

MY LOVE DOES NOT FORGET YOU
J. B. Xavier

You were in me perhaps the most sacred dream
And from me you were also my joy,
And if you were my inviolate dream
You were in me a sublime idolatry!

When one day the dust of time to disperse
Thus revealing my book of the month
In any page is it to show
Your name often underlined...

You were in me perhaps the center of the universe
The lying truth which redeems,
You were charming to the neck of my verse
The lie more solemn and sublime.

You were the light shining my road
The saddest of these my joys,
The blackest sunny darkness
You were dawns in the sunsets of my days...

When one day some lover to browse
The poems that I wrote for you both
A chapter of course he will to find,
In all, by your name comes down...

You were the most joyous celebration in sorrow
That you left on that day when you leave,
You were the trappings that adorned the simplicity,
The real now I know that isn’t there...

You were praying that cried by the profane
The profane that time sanctified
Holiness of the certainty of a mistake,
You were mistaken that the truth disguised.

You were living in a scenery of agony,
You were death that triggered life
You were the evening in the course of my days
You are the sun that brightened my night.

You are the most beautiful dream of reality
The cloister and the freedom to dream,
The wound more blessed, and a longing
That forever in my life shall bleeding...

You were the quiet noise in the clamour
You were timid boldness, and now I know
You were more than one passing, you have been love
You were the legend that forever I shall love...

* * *
JB Xavier
Enviado por JB Xavier em 07/09/2015
Reeditado em 17/09/2015
Código do texto: T5373400
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