SOB PRESSÃO

Moldura dourada
Espaço vazio
Imagens ressecadas
Livros abertos e nunca lidos
Retratos guardados
Base mofada
Um rangido, um estranho armário dentro de mim...
Eu guardo coisas, ratos passados
Sempre fui assim
Não sei de onde vim ou para onde vou
Não sei de mim, não sei quem sou
Tenho tantas interrogações
Poucas exclamações
E nenhum ponto final
Sou tão imperfeito,
sob pressão,
quanto qualquer imortal
Atravesso a rua correndo de você
Fugindo do mundo, tentando me esconder
Eu tenho hábito e mania...
Mas não fujo do que dentro de mim
fez estadia.

Valdir Lopes


 
valdirfilosofia
Enviado por valdirfilosofia em 04/08/2015
Código do texto: T5334913
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