ESCÁRNIO

Rude bandeira – vermelho sangue

De uma revolta infantil emerge

A nova massa no escuro segue

O abissal infortúnio herege

Baila ao som do sonho futuro

Faz do abstrair um eterno fascínio

Xinga o passado – enaltece o obscuro

Da realidade faz o mesmo escárnio

Pisa a flor que te enfeita a mesa

Estapeia a cara de quem te beija

Apaga a luz que esteve acesa

Zomba da fé dessa vida calva

Recolhe a âncora que o barco ajeita

Cospe a cruz que tua alma salva

Abimael Borges
Enviado por Abimael Borges em 22/01/2015
Código do texto: T5110042
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