desejo de

desejo de manchar a coerência, a concisão e a clareza

do contrato social em que figura minha assinatura

de revelar toda a esquisitice de gestos e olhares que não se contêm

de ir além dessas superfícies em que não se espelha

violar a correspondência, romper o lacre, rasgar o selo

procurar o Outro que não seja mais-um-que-não-sou-eu

perdendo-me no caminho sem saber que me procurava

Deixo ficar esse desejo, que é a vontade sem objeto (direto ou indireto)

Jucely Regis
Enviado por Jucely Regis em 27/03/2014
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