LUZ DO DESTINO
Vejo entrar na janela
Do sol a luz amarela
Minha alma a iluminar
À noite debruço-me nela
Atento como um sentinela
Contemplo a luz do luar
Estrelas que ao dia não vejo
São como ocultos desejos
Que afloram ao anoitecer
Agora brilhantes cintilam
Os nobres desejos humilham
Se apagam no amanhecer
Um templo de vãs fantasias
Repleto de almas vazias
Buscando em si uma razão
Conflitos entre sentimentos
Revelam confusos momentos
De luz ou de escuridão
A luz porém não se apaga
Por ela o amor se propaga
Aos olhos dos que querem ver
Assim encontram o caminho
Escrevem seu próprio destino
Nas linhas de um bem querer