CICLOS...

Forças outonais despiram a carne,
A tez desnuda enfim exposta ,
Palavras por fim tornadas mudas!
O ser é solidão...
Novas estradas...
Estradas vazias...
Sem marcas de pegadas!
Tudo por se fazer...
Nova vida!
Novos sonhos...
Novos amores?
Novas alegrias?
Novas feridas!
Novas dores!
Até que as forças do outono se façam plenas!
Despindo a carne... A tez... Tudo!
Deixando-se ao rés do chão!
Ciclos de vida e morte/ganhos e perdas!
Até que nossas almas, calmas
Não mais necessitem de coisas tão efemeras...
E siga serena,
A sua indisivil /
invisivel,
peregrinação!

Edvaldo Rosa
15/05/2011