POBRE RICO
Teus cabelos argenteados me dizem
Quão sabedoria colecionas
Já as tuas feições, eu sinto, desdizem
Enquanto falas, te emocionas
Um passado rico, afortunado
Muitas viagens pelo mundo à fora
Mas, na verdade não se sentiu amado
Talvez por isso é que tanto te ignoras
Vives a remoer teu passado assim
Entregue à tristeza, sem amizades
Apenas sobrevives, dia a dia
Então, escreva num livro, enfim
Sobre o bem, sobre as atrocidades
Por você vivido, dia após dia