Manhã na aldeia

Um abóbora morno
no horizonte anuncia
o amanhecer.
 
Vultos dos pescadores
e o barulho do chumbo
no fundo das canoas
juntam-se ao cheiro
amoníaco de maresia.
 
O galo amiúda o canto
E o dia acorda, num salto
espalha-se pela praia
pelas ruas e quintais.
 
A fumaça nas chaminés
e o cheiro quente de café
acordam a aldeia.
 
Aos poucos um vozerio
acerca-se da praia e mistura-se
ao pregão dos pescadores.
 
A estreita rua frente à praia
Fervilha num vai e vem de carros,
Bicicletas, carro de mão e garças,
Muitas garças misturadas às pessoas.

Homens e mulheres vão saindo
com sacolas, caixas, pacotes
carregando o peixe que será almoço
de ricos e pobres.

Rápido a praia volta ao silêncio inicial
e o sol já alto troca o abóbora
pelo prateado quente
que aquece a vida em todo universo.

 
.BeneAzevedo

 
 
Benedita Azevedo
Enviado por Benedita Azevedo em 20/06/2012
Reeditado em 09/05/2020
Código do texto: T3733727
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