“QUANDO ME PONHO A CHORAR”

Quando me ponho a chorar, choro de saudades infinitas,
infindas e insubstituíveis do meu pai, que se foi,
deixando uma lacuna, impreenchível em minha vida.

Quando me ponho o chorar, choro por não ter vivenciado e aproveitado
todo amor e sabedoria, que ele incansavelmente me passava,
que era exalado até pelos poros do seu cansado e sofrido corpo.

Quando me ponho a chorar, choro por não ter alcançado e me aprofundado naquele coração que mesmo tendo cicatrizes enormes proveniente de uma árdua batalha pela felicidade, tinha tanto amor armazenado nele.

Quando me ponho a chorar, choro por não ter assimilado metade
da inteligência,inocência, pureza que até hoje só nele conheci.

Quando me ponho a chorar, choro por achar que Deus foi injusto comigo,
levando-o de mim, porém me resigno, e entendo que Deus também precisava
dele, e viu nele mais virtudes do que eu consegui ver, e sabedor de que
ele está feliz junto a Deus, me ponho o sorrir.