REFÚGIO

Extorquistes o meu Ser, com garras de maldizente

E eu refugiei-me no meu recanto, à beira rio

Para que num breve e sereno desvario

Tivesse minh`alma mais leve e mais ardente.

Para que num desejo de amar, assim tão quente

O meu corpo pudesse pender-te por um fio

E num entrelaçar de dedos, não sentir mais o frio

Mas apenas o gosto do teu beijo, loucamente.

Com o correr mansinho, das puras águas

Afoguei naquele rio, todas as mágoas

E entreguei-me por inteiro ao teu carinho.

No refúgio e no calor desses teus braços

Desfiz-me em mil afectos, mil abraços

Não me sentindo então…jamais sozinho!

O Poeta Alentejano
Enviado por O Poeta Alentejano em 24/09/2011
Código do texto: T3238411
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