POR TANTOS SONHOS...

Por tantos sonhos sonhados

De chegadas e partidas

Quantos mundos, há calados

Nos sonhos das nossas vidas.

I

Sou Ser humilde e leal

Sem vaidades, sem pulhice

E seria até burrice

Estragar minha moral.

A muitos eu sou igual

Não gostos de os ver parados

Nem tão pouco amaldiçoados

Mesmo por incompetência

Alento a minha existência

Por tantos sonhos sonhados.

II

Dos outros não sou diferente

Tenho íntimos desejos

Gosto de carícias e beijos

De um amor assim bem quente.

Até me faço mais valente

Mesmo com saudades queridas

De quem está noutras guaridas

E que o mundo já levou

A sorte assim se traçou

De chegadas e partidas.

III

Às vezes quero embarcar

Outra rota percorrer

Sentir muito mais prazer

No que tenho para dar.

Aí começo a pensar

Noutros caminhos trilhados

Em jovens abandonados

Na guerra ainda voraz

Na longevidade pl`a paz

Quantos mundos, há calados.

IV

Muita fome ainda existe

Muita criança sem nada

Tanta mãe atormentada

E tanta família triste.

Contudo ainda resiste

Para sarar esses feridas

Vivendo assim desnutridas

Isto custa a acreditar

Mas é o que se está a passar

Nos sonhos das nossas vidas.

O Poeta Alentejano
Enviado por O Poeta Alentejano em 09/08/2011
Código do texto: T3149104
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