Poderíamos saber o porquê de todas as coisas
E assim perderíamos a vasta beleza do acaso
E por prazo como calço das horas que passam
Perderíamos a maravilhosa paz da indolência
Ter a ciência de que um imenso vazio nos resta
Viver o que presta antes do silêncio e da escuridão
Mas não! O medo é um sinal posto em nossa testa
E do medo é que se fez toda a nossa imaginação
Para disfarçar esse asco de cada hora indigesta
É que o verbo se fez vontade e criou toda a ilusão
Poderíamos não viver a dor de uma hora como esta
Mas viver sempre foi pouco e pecamos por esta emoção
Viver além dos sonhos, da vontade, da poesia, da ilusão
Ou se perder mais além do que qualquer palavra que se presta
A essa conquista funesta de ser tanto e ser tanto sem razão...
E assim perderíamos a vasta beleza do acaso
E por prazo como calço das horas que passam
Perderíamos a maravilhosa paz da indolência
Ter a ciência de que um imenso vazio nos resta
Viver o que presta antes do silêncio e da escuridão
Mas não! O medo é um sinal posto em nossa testa
E do medo é que se fez toda a nossa imaginação
Para disfarçar esse asco de cada hora indigesta
É que o verbo se fez vontade e criou toda a ilusão
Poderíamos não viver a dor de uma hora como esta
Mas viver sempre foi pouco e pecamos por esta emoção
Viver além dos sonhos, da vontade, da poesia, da ilusão
Ou se perder mais além do que qualquer palavra que se presta
A essa conquista funesta de ser tanto e ser tanto sem razão...