PREDADORES

Predadores.

Guel Brasil.

Das águas do rio negro

Bem na barranca do rio,

Jacaré tomando sol

Pra se aquecer do frio.

Sucuri mede o tamanho

E ataca sem piedade,

Jacaré morre no aperto

No abraço da maldade.

Na cadeia alimentar

O forte come o mais fraco,

No tempo certo da fome

Sem dividir nem um taco.

E o homem que está no topo

Dessa cadeia sem termos,

Mata, come, joga fora,

Carcaça nua nos ermos.

Os urubus tomam conta

Limpando o que não sobrou,

Enquanto a terra devora

O pouco que lhe restou.

Pra Alimentar as raízes

Do solo fraco, queimado,

Onde o fogo leva aos poucos

Um pouco desse bocado.

guelbrasil@gmail.com

Guel Brasil
Enviado por Guel Brasil em 22/03/2011
Código do texto: T2864257
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