Final de jornada

Quão doce o início da vida,

No desabrochar da existência,

Anos da infância querida,

Repleta de pura inocência.

Infância de terna lembrança,

Vivida em perene harmonia,

Jogos, folguedos, andanças,

Recheados de tanta alegria.

Seguindo-se aos anos vividos,

Sem perceber da exiguidade o efeito,

Relembrando caminhos percorridos,

Traz remorso e tristeza no peito.

Mas eis que surge a velhice,

Vestida de forma velada,

Ao forjar no cadinho do artífice,

O inexorável final da jornada.

wellmac
Enviado por wellmac em 08/11/2010
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