Flexibilidade exagerada e prejudicial
Uma tal flexibilidade,
Está acabando com o medo.
Esse desequilíbrio é assustador,
A curiosidade e o frio na barriga não existem.
A sensação está invisível.
Lançaria-me no abismo sem dificuldade,
Pularia no rio esnobando sua tranqüilidade.
Não quero acreditar,
Mas a menina apática ressuscita.
Tento me confiar,
Numa dança na chuva
Numa fala com os desconhecidos,
Num sorriso atrasado,
Numa brincadeira adulta.
Por pensamentos presentes e lembranças do passado,
Outras vozes avaliam errado.
Só não quero pensar,
Que matarei uma felicidade.