Flexibilidade exagerada e prejudicial

Uma tal flexibilidade,

Está acabando com o medo.

Esse desequilíbrio é assustador,

A curiosidade e o frio na barriga não existem.

A sensação está invisível.

Lançaria-me no abismo sem dificuldade,

Pularia no rio esnobando sua tranqüilidade.

Não quero acreditar,

Mas a menina apática ressuscita.

Tento me confiar,

Numa dança na chuva

Numa fala com os desconhecidos,

Num sorriso atrasado,

Numa brincadeira adulta.

Por pensamentos presentes e lembranças do passado,

Outras vozes avaliam errado.

Só não quero pensar,

Que matarei uma felicidade.

Veronica Ribeiro
Enviado por Veronica Ribeiro em 30/06/2010
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