MEU MUNDO POÉTICO

É estranho o meu desenvolver poético

Que não obedece às leis formais,

Ele me vem de inspirações normais

Para este mundo tão hermético.

Eu que tenho um senso meio herético,

Que mora em mim e ninguém jamais

Poderá dissuadir-me a mudar por mais

Que considere o meu versejar antiestético.

Ele vem de dentro, vem do amor puro,

Da sensualidade que veste minh’alma.

É o bálsamo que minhas dores acalma

É, na tempestade, o meu porto seguro.

É a minha oração quando titubeio na fé,

É a essência do homem que amei um dia,

A minha escalibur na justa porfia,

Pelas manhãs a minha taça de café.