CICLOS

CICLOS

J.B.Xavier

Há um tempo em que as melodias da vida nada mais são

Que convites à dança da existência,

Tempo do bailado,

De ser dançarino

Tempo de ser também instrumentista...

Há um tempo em que as flores são

Promessas de deslumbrantes futuros.

Tempo dos sorrisos,

Das esperanças,

Tempo do brilho no olhar...

Há um tempo em que os perigos são

Nada mais que magníficos desafios,

Tempo do arrojo,

Da audácia,

Tempo dos divinos atrevimentos...

Há um tempo em que as tempestades são

Apenas a música com que Deus lança seus improvisos,

Tempo da ousadia,

Da coragem

Tempo da insolência divertida...

Há um tempo em que os finais são,

Nada mais que marcos de novos reinícios,

Tempo da impetuosidade,

Do estímulo,

Tempo da energia e da temeridade...

Há um tempo em que derrotas nada mais são

Que clarins em anúncios de silêncios,

Tempo do vislumbre,

Da análise,

Tempo do reconsiderar...

Há um tempo em que vitórias nada mais são

Que marcos ao longo do caminho

Tempo de prenúncios

De profecias

Tempo de conjeturas...

Há um tempo em que flores e perigos

Tempestades, finais, derrotas e vitórias

Nada mais são

Que as notas da divina partitura

Onde estão gravados os silêncios da sinfonia da vida.

Há um tempo em que as melodias da existência nada mais são

Que convites à regência,

Tempo de reger ouvindo em tudo o amor,

de deixar-se levar pelos compassos e ritmos

À Morada do Silêncio, castelo magnífico do Grande Compositor...

* * *

JB Xavier
Enviado por JB Xavier em 30/09/2009
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