FUGA

FUGA

Corria veloz rumo ao nada,

Estava assustado, e como corria.

Desce o morro, pega a trilha da linha,

Para onde corria? Não sabia.

Sabia das coisas e por isto.

Fugia de alguém que o reprimia.

veloz como corcel solto na campa,

enquanto o vento em seus ouvidos zumbia.

Passa em frente a uma capela.

Sem tempo para orações à virgem Maria.

Fugidio, errante corria a trote pesado,

Tinha certeza que não voltaria.

Não houve adeus ou aperto de mão.

Apenas o tempo para aquela correria.

Pois corria de tudo que lhe era avesso,

De um lugar onde amigos não teria.

E corria, sempre adiante, como corria,

Deixando para traz uma vida que morria.

Seria lá na frente rumo ao desconhecido,

Que uma outra vida ele tentaria.

Pacomolina
Enviado por Pacomolina em 26/04/2009
Código do texto: T1561234
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.