MEMORIAS ABANDONADAS
Não sei sempre paro na curva do caminho abandonado, olho a lentidão da subida
E fico com a alma cansada.
Nasci no sertão...
Virgem Maria que triste sina; Que vontade de contar... Pouca gente sabe!
Nasci no sertão...
Só agora nesta curva do caminho abandonado; Olhando a lentidão da subida e que fico
Com a alma cansada.
Sem duvida nenhuma.
Nasci no sertão...
Na sombra de um sorriso na calmaria da vida.
Longe... Muito longe daquilo que chamam de São Paulo.
Pouca gente sabe
Nasci no sertão...
Virgem Maria que triste sina; Uma curva no caminho abandonado em meio ao sonho que morre no infinito.
A saudade que arde em meu peito; A aflição que desde menino me atormenta.
A negra angustia de meu passado que desfilando vão... Em meio á um imenso silencio.
Com esta raiva que me queima e dilacera o coração.
Vou por entre o caminho abandonado e quando já bem velhinho minha alma começar
A reclamar o cativeiro do passado por entre tristes noites de solidão.
Ai... Sim saberei que todas as luzes já se apagaram e que não valeu a pena lhe esquecer
Na curva do caminho abandonado.
Sem duvida nenhuma.
Nasci no sertão...
Virgem Maria que triste sina; Que vontade de contar!
Pouca gente sabe... Nasci no sertão...
Na calmaria da vida; Na sombra de um sorriso.
Do arquivo: DESTINO DE POETA 1990/2008.