SERPENTE

Seu corpo serpentei na minha cama

Aprendeu com as serpentes

Procura o meu corpo

Seu corpo me envolve

Me rendo nos seus botes

Me deixo ser sua presa

Me aperta com furia

Uma vibora constritora

Me sufoca em volúpia

Somos dois predores

Ela disputa território

Nos lençóis perde o juízo

Hipnotiza com seu olhar

O movimento é sexy,

me fascína

Nesse fogo, jogo gasolina

Com a vara domino

Faço subir pelas paredes

Seu jeito me alucina

Jorra adrenalina

Jorra ocitocina

Jorra dopamina

Sua beleza me entorpece

A bebida inebriante vai sorvendo aos poucos

Bebida quente que a deixa louca

Falo coisas picantes nos seus ouvidos

Seus botes se intensificam

Suas mordidas rasgam minha carne

Está faminta

A vibora de curvas exuberantes me picou

Deu voltas no meu corpo

Me prendeu numa constrição carnal

Sua boca lascíva me engoliu

Fui envenenado

Me perdi no seu doce veneno

Um veneno lascívo alucinógeno

Me levou em delírios numa viagem sexual

Um prazer carnal

A hora passou

O gelo da bebida derreteu,

aguada ficou

Esquecemos de tudo

A fome de mim matou

O veneno corre nas minhas veias

O veneno não me dominou

O jogo virou

Na vara controlo sua fome

Na noite a vara tora

Dentro dela o pau come

 

🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥

 

V.M

Vitor Mario
Enviado por Vitor Mario em 20/03/2025
Reeditado em 20/03/2025
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