SEIOS
Queria livrar meu poema
Das asas do imaginário,
Volver o sonho refratário
Da ilusão extrema.
Calar a palavra solta,
Romper o conceito volvente
Do mais profundo insolvente
Recanto das profundas noites.
Apalpar o infinito,
Momento de sentir a pureza
Do sorriso fechado no peito
Declarando a beleza
De não conter a euforia,
Do que não mais seria
Das sombras escuras da dor,
Diante do poderoso calor
Que transborda de teus seios
E fere a minha imaginação,
Sedução da alma,
Acalma, aflige, apalpa...