SEIOS

Queria livrar meu poema

Das asas do imaginário,

Volver o sonho refratário

Da ilusão extrema.

Calar a palavra solta,

Romper o conceito volvente

Do mais profundo insolvente

Recanto das profundas noites.

Apalpar o infinito,

Momento de sentir a pureza

Do sorriso fechado no peito

Declarando a beleza

De não conter a euforia,

Do que não mais seria

Das sombras escuras da dor,

Diante do poderoso calor

Que transborda de teus seios

E fere a minha imaginação,

Sedução da alma,

Acalma, aflige, apalpa...

João Marques
Enviado por João Marques em 08/09/2012
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