O boto

Ele não é gente, mas dá comida ao indigente.

Ele enche a barriga do turista,

Enche de alegria também o surfista.

Se alguma coisa ou alguém lhe fere,

A tristeza e a raiva me digere.

Marusca, Juscelino e Pelé,

Trazem as tainhas até nosso pé.

Como é bonito pescar com a sua ajuda,

Nativo e moça bela lhe saúda.

No nosso coração está a crescer,

Sairei quando não puder mais lhe ver.

Ele não é gente, mas dá comida ao indigente.

Aroldo Arão de Medeiros

12/08/2007

AROLDO A MEDEIROS
Enviado por AROLDO A MEDEIROS em 01/02/2025
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