O boto
Ele não é gente, mas dá comida ao indigente.
Ele enche a barriga do turista,
Enche de alegria também o surfista.
Se alguma coisa ou alguém lhe fere,
A tristeza e a raiva me digere.
Marusca, Juscelino e Pelé,
Trazem as tainhas até nosso pé.
Como é bonito pescar com a sua ajuda,
Nativo e moça bela lhe saúda.
No nosso coração está a crescer,
Sairei quando não puder mais lhe ver.
Ele não é gente, mas dá comida ao indigente.
Aroldo Arão de Medeiros
12/08/2007