Anoitecer nas Coxilhas de Cruz Alta-RS
Ouço além, na tarde que se finda
o grito do urutau no restingão distante
o clarão sanguineo do sol encobre ainda
os coxilhões que ficam mais adiante
Dos graxains, o grito aquidistante
nos trigais pela campina infinda
os quero queros, na ronda altisonante
sobrevoando uma tapera linda
Qundo a tarde vai morrento no poente
ouço murmúrios da sanga na torrente
fertilizando o solo em toda a parte
A brisa que vem desses soturnos brejos
bate em meu rancho entopilhando beijos
que o vento traz para enfeitar minha arte