Manacapuru, Encanto do Solimões
Manacapuru, da mata um poema,
Entre águas e verdes, és o tema.
No canto do rio, tua história é contada,
Por peixes e aves, na tarde dourada.
Teus igarapés serpenteiam em dança,
Refletem o céu, guardam esperança.
Nas palafitas, o povo resiste,
Com sorriso que ao mundo insiste.
Tens o cheiro da terra molhada,
Do açaí fresco, da flor perfumada.
És a mão que sustenta o trabalho,
E o coração que canta no orvalho.
Festival das Cirandas, tua alma celebra,
No tambor que ecoa, a alegria se enleva.
As cores vibrantes de tua tradição,
São arte que pulsa, são emoção.
Manacapuru, joia da Amazônia,
Teu abraço é forte, tua voz, harmônia.
És do Amazonas um doce retrato,
De vida, de luta, de amor exato.