Ao Herói Anônimo

Erguia-se uma estátua...

Que carregava folhas de ouro em seu ombro,

a estátua era de todos e poucos a admirava.

Encarnada em um corpo de Herói

Com pés descalços, corpo cansando, mãos calejadas

caminhando, sempre em frente.

Podia ser inverno, outono, primavera, verão

Esta estátua permanecia, e continuava a caminhar.

Sozinho na praça lembrava dos aplausos que antes obtinha dos olhares contemplativos que tinha, mas hoje é um ser esquecido.

um ser sem face, que vive em seu anonimato.

Ele não entende, pois tem tanta história para contar

Mas não pode falar e continua a caminhar.

Mesmo com suas vestes simples em seu ombro continua a carregar o peso do ouro sem poder utilizar.

Sente em seu corpo a deterioração do tempo e

O esquecimento, mas mesmo cansado continua a lutar.

Érica

Érica Fernanda
Enviado por Érica Fernanda em 09/02/2021
Reeditado em 19/05/2021
Código do texto: T7180385
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