Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

OLHOS DE ANZOL

No esquecido sertão,
noite de prata pouca
é o céu se desluando,
lua nova se chegando.
A coragem fica rouca
em quem viaja de alazão.

Na grossa escuridão
todo caminho é soturno.
Não sobrou nem um vintém
da prata que da lua vem
quando o sol acaba o turno
e some em céu vermelhão.

Em calada solidão,
pela noite se aventura,
segue adiante o peregrino.
Aceitando o que o destino
lhe dispõe por água pura
mas que sombreia o coração.

Pede em muda oração
para a noite ir embora,
para vir depressa a luz
que pela vida o conduz
e faz tempo ele namora
e implora esse clarão.

Que venha a benção
de que com a luz do sol,
também chegue a moça bela
que fisgou ele pra ela,
com seus olhos de anzol,
na mais santa perdição.
Silva Edimar
Enviado por Silva Edimar em 18/08/2019
Código do texto: T6723562
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Silva Edimar
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 63 anos
134 textos (2706 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/09/19 04:24)
Silva Edimar