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Caminho com as formigas

Caminho com as formigas,
arrepare não,
se tu, desgarrado da delicadeza,
senta a peroba no chão.
MADEEEEEEEEIRA.

O bicho é o grão da rosa
(a colmeia noiteia, o beija-flor acorda),
do morro
à caatinga,
na cruviana
e na prosa
(mas a Guimarães,
um Jalapão de soja).

Do bangalô,
o aboiar da lua
cinza o veneno do campo,
que deixa tudo mais bonito à mesa;
e um desalento, entanto.

E o dito cujo, ali de cima,
o da peroba no chão,
acha pinguela pequena,
não comia a plantação.

Versejo como quem molha a moringa no medo.

E o caboclo ribeiro?
vai te guardar o mundo quando o pau quebrar?
Ou vai partir?

Do mato vazio,
que atravessa o poema no meio,
vai te guardar o mundo quando o pau quebrar?
Bruno Muniz
Enviado por Bruno Muniz em 08/08/2019
Código do texto: T6715398
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Bruno Muniz
Goiânia - Goiás - Brasil
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Bruno Muniz