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O poeta navegador


(Tomar banho no Rio é a coisa que mais gosto de fazer).

Aí de mim! Sem esse Rio caudaloso
São coisas que guardo no peito
Assim me sinto bem moço
Para navegar no seu leito

Como a correnteza que passa
Mas, que se desvirtua  o caminho
E lá adiante se entrelaça
Com outros rios no seu destino

Esse enigmático Rio das Águas pretas
Que mais abaixo se encontra com o Solimões
Que banha Manaus nas suas facetas
Brotando agitados rebujões.

Nesse reboliço de águas pretas e brancas
Formando o Amazonas, nosso riozão
Mas, que só a branca avança
Jorrando agua doce no ribeirão.

Me dá prazer em seu leito navegar
A certeza em sua beira viver
Será a plenitude do verbo amar
E a inspiracao do poeta no alvorecer

Do caboclo que passa no rabeta
Ao Barco de Linha que sai toda semana
O A Jato que vejo da ribanceira
São coisas que não saem na lembrança

A derradeira arte que encerra
Essa longa caminhada nessa estrada
A volta aos anseios de minha terra
Nesse mar de rios, de amor e de poesias proclamadas.

José Gomes Paes
Poeta e escritor amazonense de Urucará.
Membro da Abeppa e Alcama.
José Gomes Paes
Enviado por José Gomes Paes em 21/03/2019
Código do texto: T6603570
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
José Gomes Paes
Manaus - Amazonas - Brasil, 66 anos
231 textos (22935 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/19 12:04)
José Gomes Paes