Vida sofrida
Pus a dançar meu lápis
E contar dessa vida sofrida
Que batalhei arduamente
Para que fosse bem vivida
Chorei feridas e desgraças
Sorri a chuva e o pão
Fiz de meus passos, meu caminho.
Pra não morrer na solidão
Ergui meus olhos aos céus
De onde logo encontro Deus
Perdoe-me, senhor, tantas falhas.
Mas, sou mais um filho teu.
Já andei léguas dessa seca
Ao lado do sol e da fome
Será que isso me faz provar
O tanto que sou homem?
A noite já caiu
E eu estou a esperar
Essa vida tão sofrida
Um dia há de se acabar.