"Perante mar,"

"Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades."

(Otelo) Ato I - Cena III

...

todas.. e todas mais dessas estrelas que te caem

te refletem em si! ora, à força que te vive e, às partes

ao transbordo! conto do corpo afixado entre vontades

todas as tuas curas em declínio e até as que te saem

ao inferno de dante's e ao templo de diana por exceção

eu te farei ofélia em vida e te conflagarei ao nú absurdo

todas as rédeas de pecados e todas as preces da tua mão

vê a minha guerra, vê-me repartir-te a olhos outros e mudos

eis-me, mortal.. eis-me homem, somente! perante mar.

eis-me a teu espaço do silêncio incomum e teu, desigual

da carta que te chega e da letra-única que tanto te faz mal

eis-me a errar! a parte tarde e parte-carnal.. perante mar,

ao espelho das minhas dúvidas e à verdade que me permanece

eis-me, reles e eterno a reinar por tua rua à luta que te pede

eis-me, a regredir..

AzkeTarOss
Enviado por AzkeTarOss em 06/09/2019
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