Anjo do mau/ diabo do bem
Abre-se a caixa de Pandora
Expõe-se os segredos
E eu aqui
Delicio-me com o teu desespero.
Enigmático olhar
Enigmático sorriso.
A incorporação de uma interrogação.
Donde vens, para onde vais?
Qual é o teu curso?
Que caminhos trilhastes antes de aqui chegar?
E à medida que falas
Teu coração se abre.
À medida que escreves
Expões a tua fragilidade,
A tua aura delicada e etérea.
És um anjo ou um demônio?
Enquanto ouço o ruflar de suas asas
Sobe-me imediatamente às narinas
O olfato reconhece o cheiro
Enxofre puro...
E fica a pergunta...
Anjo do mau?
Demônio do bem?
Tens a tua marca
E a deixastes.