Sorrateira
SORRATEIRA
Como a raposa que devora a galinha, eu chego.
De leve, sutilmente, sem chamar muito a atenção.
Te prendo, te arrasto, te vendo os olhos e te excito a imaginação.
Torturo a sua mente expondo a verdade,
Aquela...
Que você quer esconder a sete chaves...
Aquele segredo podre que você guarda debaixo da cama,
Os seus próprios monstros que já não estão dentro do armário
Mas que te acompanham noite e dia.
E você vem, tenta me manipular...
Disfarça seus medos, desvia o olhar...
O que foi?
As chamas dos meus olhos te consomem?
A força da verdade prevalece, acima de tudo!
Vou abrindo caminho por entre as tuas barreiras,
Desfazendo os teus muros,
Trolando o teu sistema antiquado de segurança...
De que vale toda essa sua autosegurança? Teu dinheiro, poder e status te servem de quê?
Quando for confrontado, tua máscara cai.
E eu rio... Desculpe, mas preciso rir...
É tão divertido assistir alguém querer falar do que não sabe,
Alguém tentar se esconder quando eu sei a verdade...
E eu poso de bobinha... Sou só uma meninazinha perturbada, risonha...
“Sei de nada... Tão inocente...”
Guardo meu sorriso irônico e te deixo à deriva no meu oceano.
Minhas águas são turvas. Cuidado não vá se perder...