PRENÚNCIO

Rios que passam

Rios que ficam,

E todas as desgraças

Que se achegam

Com esta poluição

Que os matam.

Morre uma vida

Em meio às fumaças,

Que queimam florestas

E semeiam desgraças,

Clama o mundo

E o caboclo até sonha

Com dias melhores,

À nossa Amazônia.

Voz que fala

Voz que cala,

De uma floresta

Já quase rala,

Atirada de vez

Em qualquer vala.

PÁGINAS DO MEIO DO MUNDO