POVO ACÉFALO

Assistimos em todas as esferas, abjetas proteções de familiares

Cargos a parentes que às vezes nem pisam lá os calcanhares

Candidatos que juram se eleito, respeitar a meritocracia

Depois empurram seus sinecuras na maior hipocrisia

A coisa vira descarada que sorriem de possíveis multas

Pior que prostíbulo, lá todos são iguais perante as putas

Debocham da coisa pública, cagando para quem lhe elegeu

Tratando todos de otários sem honrar o mandato que recebeu

E pensa que a cara de pau vai parando por aí?

Basta gastar na eleição que gente babaca vai cair

O resto os bajuladores e pelegos completam tropa

Empurrando na cidade sua tromba hipócrita no toba

Desde quando se elege alguém para seu benefício próprio

Para valorizar parentes vendendo discurso de Pinóquio

Quando for eleito, o povo terá vez e o que acontece?

Descobre a população que só os chegados merece

E quem disse que fora do seu mandato, não interferi?

Até pra ser conselheiro tutelar, parentes se preferi

Sabem usar seu prestigio para o chegado vencer

Não existem limites para seu familiar proteger

Então o nepotismo tem tentáculos descarados

Foi-se o tempo deles serem apenas cruzados

Agora é deliberadamente exposto na tabela

Caindo na folha, salário alto pra sua galera

Interessante apesar disso há um povo passivo

Virou-se um verdadeiro circo de cidadão omisso

Ainda se reelege quem farra nos outros como urso

Muitas pessoas que nem protestam pra ter concurso

Aí essa turma nada de braçadas num povo lerdo

Uma cidade estagnada incapaz de falar credo

Avalistas de espertalhões só os afundando

Aceitando ser tratados como candango

FERNANDO ARÁBIA
Enviado por FERNANDO ARÁBIA em 25/03/2025
Reeditado em 25/03/2025
Código do texto: T8293697
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