CANTO NO VENTRE DA NOITE
Faz escuro.
O ar pesado,
como ferro fundido,
engole os olhos.
Mas eu canto,
com os pulmões rasgados,
arrancando palavras do ventre da noite.
A poesia não é luxo,
é luta.
E se o mundo não entender,
não importa.
Faz escuro.
O ar pesado,
como ferro fundido,
engole os olhos.
Mas eu canto,
com os pulmões rasgados,
arrancando palavras do ventre da noite.
A poesia não é luxo,
é luta.
E se o mundo não entender,
não importa.