ONDE PENDUREI MEU RISO

Da janela, vejo a diversão,

O clarão da era digital.

A evolução caminha apressada

E não tem pressa de acabar.

Da janela, vejo jovens

Vivendo seus antagonismos,

Dissecando experiências,

Devorando suas energias ferozmente.

Da janela, vejo o contraste social,

Rasgando a inocência do garoto raquítico,

Que tem sua dignidade ferida

Pelo valentão do bairro.

Da janela, vejo a pressa do amanhecer,

O resplandecer da aurora comprometido.

A poluição da grande metrópole

Surge como um véu.

Da janela, vejo o gato deslizando

Pelo telhado sujo, quente e fétido,

Sem se preocupar com esse cenário.

Colibri/2022

Antonia Farias
Enviado por Antonia Farias em 16/03/2025
Reeditado em 16/03/2025
Código do texto: T8286571
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