"Máscaras de Hipocrisia: O Carnaval dos Falsos Moralistas"
Em meio ao esplendor da fachada,
Os homens santos dançam, disfarçados,
Com vozes de anjos, proclamam a verdade,
Mas por trás das cortinas, segredos ensaiados.
Bela viola, harmonia perfeita,
Mas o pão, ah, o pão, bolorento e fétido,
Escondido nos porões da moralidade,
Onde a hipocrisia é o único crédito.
Pregam a decência com lábios de mel,
Mas nas sombras, traem o que juraram,
Patriotismo em discursos inflamados,
Enquanto o tesouro público é desviado.
Fidelidade é um mantra que entoam,
Mas na calada da noite, amantes se encontram,
Na hipocrisia, a vida se enrosca,
E o sagrado se torna meramente uma farsa.
São os juízes de amores alheios,
Com dedos apontados, condenam o amor,
Mas em seus corações, segredos tão feios,
Que fazem do divã um templo do horror.
Detestam o carnaval, a liberdade da festa,
Mas em orgias se perdem, à luz da lua,
O demônio aplaude a cena funesta,
Enquanto clamam por Deus, em uma voz crua.
Assim caminha a legião dos falsos,
Moralistas de papel, de papelão,
Mas a verdade, como um raio,
Um dia rompe a máscara da ilusão.
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Essa poesia aborda de forma incisiva a hipocrisia presente na moralidade de certos indivíduos que se apresentam como baluartes da virtude, mas que, na verdade, vivem em contradição com seus próprios discursos. O uso de metáforas e imagens vívidas ressalta a dualidade entre a aparência e a realidade, promovendo uma reflexão sobre a autenticidade das relações humanas e a moralidade.