"Máscaras de Hipocrisia: O Carnaval dos Falsos Moralistas"

Em meio ao esplendor da fachada,

Os homens santos dançam, disfarçados,

Com vozes de anjos, proclamam a verdade,

Mas por trás das cortinas, segredos ensaiados.

Bela viola, harmonia perfeita,

Mas o pão, ah, o pão, bolorento e fétido,

Escondido nos porões da moralidade,

Onde a hipocrisia é o único crédito.

Pregam a decência com lábios de mel,

Mas nas sombras, traem o que juraram,

Patriotismo em discursos inflamados,

Enquanto o tesouro público é desviado.

Fidelidade é um mantra que entoam,

Mas na calada da noite, amantes se encontram,

Na hipocrisia, a vida se enrosca,

E o sagrado se torna meramente uma farsa.

São os juízes de amores alheios,

Com dedos apontados, condenam o amor,

Mas em seus corações, segredos tão feios,

Que fazem do divã um templo do horror.

Detestam o carnaval, a liberdade da festa,

Mas em orgias se perdem, à luz da lua,

O demônio aplaude a cena funesta,

Enquanto clamam por Deus, em uma voz crua.

Assim caminha a legião dos falsos,

Moralistas de papel, de papelão,

Mas a verdade, como um raio,

Um dia rompe a máscara da ilusão.

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Essa poesia aborda de forma incisiva a hipocrisia presente na moralidade de certos indivíduos que se apresentam como baluartes da virtude, mas que, na verdade, vivem em contradição com seus próprios discursos. O uso de metáforas e imagens vívidas ressalta a dualidade entre a aparência e a realidade, promovendo uma reflexão sobre a autenticidade das relações humanas e a moralidade.

Serpente Angel
Enviado por Serpente Angel em 09/03/2025
Código do texto: T8281136
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