A fruta

Não me importa a fruta na bancada

Dos vermes que lhe comem

Dos microorganismos que a decompõe

Senhores!

Vide as calamidades públicas

Os bolsos cheios

O desemprego

A subalternidade

O choro da criança com fome

A pneumonia do velho de rua

A imagem que lhe serve

Qual lhe serve?

O fim do dia entre os carvões

Dos dedos pequenos

Tomados por dentro das carvoarias

Do sonho do ouro

Ao coração do Norte.

Sim senhores!

A fruta apodrecerá.

Gabriel Meira
Enviado por Gabriel Meira em 08/07/2020
Código do texto: T7000039
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