APELO DE MENOR DE RUA

Ei, olhe pra mim,

Veja a minha situação:

Deitado num banco frio

Da estação.

Minha idade eu não sei,

Não tenho onde morar,

Eu nunca fui à escola

Também não sei rezar.

Sou criança esperança,

Esperar da vida o quê?

Perambulando pelas ruas,

Roubando pra comer.

Sou criança futuro,

É o que dizem na TV.

Ser interno na Febem,

E depois virá o quê?

Mas sou criança, moço,

Como outra qualquer.

Preciso de carinho,

Venha de onde vier.

Pra você sou trombadinha,

Pivete, marginal.

Eu sou na verdade o fruto

De um problema social.

Aílton de Almeida
Enviado por Aílton de Almeida em 14/04/2020
Reeditado em 14/04/2020
Código do texto: T6917380
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2020. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.