Barraco, doce barraco

Barraco, doce barraco

De tantas bocas,

Que buscam nacos

Pedaços da louca

Que divide o leito

Se insinuando,

Meio sem jeito

Amamenta,

de vez em quando,

e entrega carinho

nem se lamenta,

alterna o leite,

com seu deleite

assim amando

matando a fome

que a consome

podendo morrer de amor

com tanta gente

de tantas cores

barraco, sem salário

nem mesmo armário

quase tudo vazio

é amor sem pio

ninguém reclama

se ela ama

e um ventre prenhe

que o leito espreme

amor indigesto

se é amor incesto

Roberto Chaim
Enviado por Roberto Chaim em 22/05/2015
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