Pássaros, biquem estes homens!
Ouçam pássaros,
ouçam o fluxo das água,
o devir que elas produzem-
cantam, peço-lhes,
para que se mantam estas águas,
estes barulhos naturais.
Pobre o homem,
que nunca sentiu
o belo prazer de teus cantos,
que nunca banhou-se em águas correntes
e nunca admirou a rapidez dos calangos.
Não homem,
não lhe critico por não admirar estas belezas,
mas critico-o por ser tão egoísta
a querer tirar elas de quem as ama.
Não seja tolo em tirar a serenata dos sabiás.
Tolo não seja em deixar a vida acabar.