BRANCO, BRANCO

Eu odeio vestir branco no Réveillon

Porque o branco me deixa gordo,

O branco e seu modismo fútil

Vão trazendo assim a guerra

O branco carrega qualquer maquiagem

O branco entristece toda noiva

O branco, na verdade, é o luto

Que inventaram pra desbotar a vida

A cor branca é a cor da máfia

A máfia da cândida que embranquece

Que desbota, que detona, que acaba

Com as poucas peças que a gente tem.

Eu odeio vestir branco ao deitar

Os sonhos não podem ser assim

A cama não pode ser vazia

A vida não pode ser branca

Eu odeio o branco, eu acho que ele é do mal!

Eu sei! Eu sei! Eu sei! Eu sei!

Que ele paga as nossas contas

O branco é tão pop que é patrão

O que eu quero é vestir preto

Botar pra fora toda minha vida

Mostrar pra eles que eu sou feliz

E que o branco não manda em mim

E que eu sou rei da cocada preta