SHISSSSHIHSHISINS I N G U L A R I D A D E S!!!

SHISSSSHIHSHISINS I N G U L A R I D A D E S!!!

Ovelhas Negras tentam sair fora do cercadinho da desrazão

Madonas conectadas com o Inconsciente a mostrar a língua

A língua para fora como se fossem dementes mulheres

Traços pintados na tela do expressionismo abstrato. Mas,

Não são apenas riscos, linhas, traços: elas vão ao mercado

No Salão de Primavera pousaram para os quadros de Pollock

Breton, Duchamp, Di Cavalcanti, Malfatti, Pau-Brasil

Paulicéia Desvairada, Brás, Bexiga, Barra Funda: os poetas

Pintores e escritores do Modernismo pintaram as famílias

Seus espectros autodestrutivos ainda habitam as casas

Apartamentos e frequentam igrejas. Queriam esta Arte

Esses artistas, fazer os fantasmas retornarem à vida???

Sentirem-se vivos, explorarem seus melodramas: teatro

Melodramático de Nelson Rodrigues!!! Max Ernst, Picasso

Os Poemas do Vício e da Virtude. A Europa infiltrada

No coração antropofágico, agonizante, sem ar, a respirar

E morrer nas macas e Veias Abertas da América Latina.

Os tocadores de guitarra nas bandas da rapaziada

Que de há muito não dizem nada. Apenas macaqueiam

Os devaneios e seguem as pegadas no Universo Paralelo

Made in Casas Americanas com CDs do século passado

Como se cantando o silêncio subalterno dos pesadelos

As gerações hoje dormem presas da maçã assimilada

Pelo subterrâneo, canaleta da oferta multifunção de Eva

O Paraíso nunca mais foi o mesmo, nem seus desejos

Prenúncio de cidades movidas pela sombria tentação

Motivação que cortou as asas do pássaro no Éden

Os anjos nunca mais voaram com leveza na Terra

Hospedada por náufragos que morderam a maçã

A maçã do Tempo da Inquietação. A Nau diluviana

Prenúncio do Titanic navega ainda no oceano de Dali

De Chirico, Magritte, Leonora Carrington, Volpi

Beksinski, Frida Kahlo, Ismael Nery, Sérgio Lima

Murilo Mendes, Carybé, Tarcila do Amaral, Del Picchia

Admir Martins, Djanira. A Arte antiga agoniza nelas,

O pentagrama invertido ganhou desenhos mil e riscos

Milícias armadas e desarmadas, as malas artes cantam

Vivas aos espermas do Cão Andaluz e ainda se desejam

Quando esse útero já foi de há muito mumificado

Nas obras de Gertrude Stein e Picasso. As modelos

Ainda vestem as lingeries intimissimi neolíticas

Convites a todo tipo de maravilhosas sacanagens.

Submarinos nucleares submergem tentando encontrar

Inimigos para fazer sobreviver as verbas no Capitólio

Militares e políticos em busca da trajetória hiperbólica

Do Oumuamua!!! A inacessível singularidade de novos

Visionários ainda não vê a luz do eterno astral no véu

Da turvação. Enquanto as cabeças se aconchegam

No fofo pesadelo dos travesseiros insones, pervígeis.

((P.S: "Singularidade é categoria lógica, está nos limites da lógica. É possível falar do singular, além de designá-lo? É possível falar dele? O singular, como tal, não parece com nada: ele ex-siste à semelhança, ou seja, ele está fora do que é comum. A linguagem, por sua vez, diz apenas o que é comum, exceto o nome próprio – sem que o próprio do nome seja uma garantia absoluta da singularidade". — Jacques-Alain Miller (Coisas de Fineza em Psicanálise)).

DECIO GOODNEWS
Enviado por DECIO GOODNEWS em 26/07/2021
Reeditado em 29/07/2021
Código do texto: T7307409
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