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Serpente

Havia um tempo em que serpenteava pouco...
E os brotos raros teimavam, no topo do toco;
Serpentear não se estendia, entre passantes,
Havia um fluxo, e um respirar nada ofegante.

Hoje essa serpente se estende feita de ferro,
Vidro, borracha, motor silencioso, outros não;
Vai intercalando  buzinas, palavrões e berros,
E também um  pouco de gentileza, educação.

Um necessário algoz, e  encurtador de horas,
Num desfilar rebuscado, ostentando  o poder;
Intercalado por  antiguidade, devora, demora,
Serpenteia, segue entre passantes a se mover.

E o broto virou árvore, oferta sombra ao olhar,
Que espera, implora para poder passar, verde;
Que nunca chega;  e a  chuva fazendo molhar,
O sapato, a blusa, a boca que estava com sede.

Enquanto  a serpente  segue  num crescente...
Marcas, cores  caras, lindas  jóias  pelas  ruas;
Carga  pesada, e  o  socorro  sempre presente,
É sirene, motos, carros, realidade minha e sua.

Meri Viero
Enviado por Meri Viero em 16/04/2018
Reeditado em 16/04/2018
Código do texto: T6310195
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Meri Viero
Guarapuava - Paraná - Brasil, 46 anos
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Meri Viero