GRITOS
Maria de Fatima Delfina de Moraes
Corpos estendidos entre marquizes, viadutos.
O mundo deveria estar de luto!
Gritos de clemência, de fome, de dor...
Por onde andarão as sementes do clamado amor?
Corpos sem sonhos, esperanças perdidas,
quiçá em alguma esquina da vida...
Almas cansadas, errantes.
Perpassam entre eles os transeuntes...
Corpos dormentes já não falam do amanhã,
em febre terçã pelas sombras esquecidos...
Gritos e lamúrias vãs
que das incertezas restaram os gemidos.
Participação na Ciranda "Grito!", publicada no site fersi.de, de Ferdinando Fernandes
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Agradeço a bela interação do poeta Cara e Coração
O som sufocado
silêncio ensurdecedor
chama apagada
vidas sem amor.
Agradeeço a bela interação do amigo poeta Olavo Nascimento
VÍTIMA DE CRUEL ABANDONO
A MARQUISE É O SEU TETO
PERTURBANDO BREVE SONO
DUM FUTURO MUITO INCERTO.
interação retirada da trova "TETO DE MENINO", de Olavo Nascimento