Motivo
Quero parar de pensar,
No que podia ser feito,
Se eu ouvisse o instinto,
Servisse aos meus desejos.
Mas enterrei o meu ego,
E dei asas ao medo,
Condicionado por outros,
Fui esquecendo de mim,
E me igualando aos mesmos.
Já nem sei mais o que quero,
E quanto menos quem sou,
Por mim,
Nunca tive respeito,
Sentenciado a morte,
Mesmo ainda vivendo.
Vou mendigando motivos,
Para continuar escrevendo,
Se as palavras me restam,
A minha angústia despejo,
Morte não mais me assombra,
Pois sou inteiro,
Refém do esquecimento.