ONDE EU ESTAVA COM A CABEÇA : UM AMOR DE VERÃO !

Eu não sei onde estava com a cabeça,

quando entreguei-te o meu coração,

talvez agora eu me esqueça,

que não foi simplesmente amor e sim foi adoração.

Só sei que te amei loucamente,

amei-te loucamente numa noite de verão,

e nessa noite te abracei e te beijei intensamente…

Foi da minha vida a noite mais feliz !

Com certeza desse amor repentino nunca saberão !

Esta noite e este amor serão mantidos secretamente.

O tempo passou e percebi que meu amor foi infeliz.

Amores como regra nunca foram passageiros,

amores sempre foram duradouros,

mas como os verões passam ligeiros

sempre esperei por amores de verões vindouros.

Pode ser que um dia eu enlouqueça

por ter vivido tantos amores,

mesmo que isso ocorra eu sempre vou guardar,

amores de tantas e tantas cores,

mas não irei me apressar,

pelo esquecimento irei aguardar.

Por incrível que pareça,

amores assim não impossíveis,

embora assim o transpareça,

amores de verão são sempre previsíveis.

Os verões irão passar,

assim como seus romances,

talvez esses amores não muito irão ultrapassar

de meros sonhos vistos de relances.

Amores são assim comigo,

tipo as ondas do mar,

se não for o meu amor será um momento contigo,

mas estarmos juntos não quer dizer que iremos nos amar.

O amor é fantástico se comparar com o Universo,

amor não significa paixão da alma por inteira.

Com o amor e o verão é possível escrever um verso,

mas um amor frustrado é dor pra uma vida inteira.

Quando escrevo sobre o amor e seus encantos,

não estou a me eximir de responsabilidade,

amores que não dão certo trazem desencantos,

mas esses sentimentos frustrados são uma possibilidade.

Os verões são como nossos marcos existenciais,

etapas que são necessárias na nossa aventura de viver.

Ao fim e ao cabo vejo amores não potenciais,

mas tenho convicção de que a eles consigo sobreviver.

16/03/2025.

Carlos Boscacci
Enviado por Carlos Boscacci em 16/03/2025
Código do texto: T8286931
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