BORBOLETA PALETA DE CORES LINDA
dada a espécie
a mágica é azul
quase todas as manhãs
pousa no chafariz da rua
voa rostos, ombros, na faixa de perigo
tempo recente pude contemplar
a efêmera celebridade nas minhas costas
acende as asas
célula de cores no templo
unidade única, brinca de deusa
evoca sorrisos
segura olhares
até entrar numa loja
evento de brilhos verbais,
paisagem, só pode voar
não consigo esquecer o inseto
por um tempo
por um dia sequer
o acontecimento paira comigo
em poesia
enquanto a vejo pela última vez num olhar sorrindo
beijos por despedida
habita o céu
em paleta profunda
inserida em mim
no meu entendimento linda
esvoaça liberta