Xeque mate

Em meu inconsciente,

Os traumas limitam o ego,

E essa angústia frequente,

Recria um mundo paralelo.

Uma autoestima baixa,

Palavras,

Que rompem elos,

Em supor o que outros pensam,

Vou destruindo meus castelos.

Permissão para ser feliz,

Este é o meu flagelo,

Me afeta o que me diz,

Eu o prego,

Tenho medo do martelo.

Tenho que ser forte,

Quebrar correntes,

Acreditar que vou vencer,

Ser diferente,

E não ter que provar nada,

Para essa gente,

Que me julgam com seus olhos,

Indiferentes.

Mas as vezes me sinto frágil,

Sub humano,

De vitimização me acusam,

Escondo o pranto.

Eu,

Refém da realidade,

E de alguns bancos,

Fugitivo de mim mesmo,

Que anda em bandos,

A verdade me entorpece,

Vou camuflando,

Já não sei jogar o jogo,

Tô entregando,

Xeque mate outra vez,

Rei deportado,

Decapitado,

No tabuleiro,

Não mais reinando.

Charles Alexandre
Enviado por Charles Alexandre em 17/02/2024
Reeditado em 17/02/2024
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